Estatística é uma coisa muito legal. Estudiosos coletam informações sobre o histórico de um certo objeto de estudo e, ao avaliarem padrões em relação à certas variáveis, são capazes de fazer certas previsões. Quem parou para estudar este blog (você parou? Nem eu) pôde prever que ele iria chegar ao ponto que chegou hoje. Cinco meses sem atualização alguma.
Quem me pegou como objeto de estudo também pôde fazer previsões sobre a questão que sempre coloco no ultimo post do ano, que é sobre as espectativas pro novo ano. E a mágica do estudo científico não deu outra: Nenhuma previsão era animadora. Mas a vida é uma caixinha de surpresas e, para chutar a bunda de todos esses estatísticos filhos da puta, ela veio esse ano com lindas novidades felizes e ensolaradas.
Pois é. Só que ainda não quero sair contando o que acontece comigo como se isso fosse um diarinho. Porém são coisas bacanas, então talvez seja legal deixar quem quer que seja que ainda leia esse blog sabendo das coisas interessantes que faço. Então, se você quiser que no próximo post eu fale que tais coisas felizes e ensolaradas são essas, ligue 555-INCONSTITUCIONALIZADO-01. Mas se você acha que vai ser um saco e prefere que eu disserte sobre o quão tosco é A Banda Mais Bonita Da Cidade, ligue 555-INC... ah foda-se, o número logicamente posterior.
Enfim. Para aproveitar a oportunidade, quero comentar sobre uma coisa que andei observando nos ultimos tempos. A projeção que laços familiares tem nas relações humanas. Tipo assim... independentemente de ser algo bom ou ruim, seu irmão vai ser seu irmão pra sempre. É uma ligação permanente. Diferentemente de um amigo, por exemplo, que, por mais próximos que sejam, é muito bem possível que depois de algum desentendimento, virem pessoas que nem olham pra cara uma da outra quando se cruzam na rua. Por acaso, logo depois que eu comecei a pensar sobre essas coisas, virei parte desse meu objeto de estudo. Uma pessoa que eu já considerei a minha mais importante amiga não é mais minha amiga hoje. E é algo que lamento muito, isso. Posso garantir que, em outros tempos, eu duvidaria que isso pudesse acontecer. Se ela fosse uma irmã ou uma prima, em algum futuro ainda nos encontraríamos em algum aniversário ou enterro de parente e então o destino diria que parte de um passado em comum voltaria ao presente. Porém, não havendo essa ligação permanente que citei, quem sabe se pelo menos vamos nos encontrar ao acaso na rua? Pois é, foi chato. Em uma praia feliz e ensolarada às vezes aparece merda boiando.
Bem, são exatamente 05h03 da manhã e estou satisfeito por ter assistido muitas séries e escrito um post, como nos velhos tempos. No próximo eu não vou falar sobre o que faço, porque não gosto de big brother, e não vou falar sobre aquela banda de nome ridículo, porque ela já tem bastante ibope sem a minha ajuda.

