Por esses dias fui ver Paranormal Activity 2. Foi legal relembrar os velhos tempos de quando eu ia ao cinema apenas pra passar o tempo, sem me preocupar muito com qual filme estivesse passando. Eu vou falar o que achei do filme mas antes quero comentar sobre os trailers. O trailer, na verdade. Foi apenas um. Do filme Let Me In, remake do recente filme sueco de prestígio mundial Låt den rätte komma in (Deixa Ela Entrar, aqui no Brasil). Primeiro quero dizer que remakes só me parecem plausíveis quando tem a finalidade de reapresentar o trabalho artístico com novos e melhores recursos de modo a proporcionar uma experiência cinematográfica mais completa. Segundo quero explicar que na verdade a grande maioria dos remakes hollywoodianos são feitos com a única e exclusiva finalidade de gerar dinheiro usurpando obras já consagradas visando atrair aos cinemas o imenso e estúpido público norte americano que adora efeitos especiais e/ou só aceita filmes em inglês porque não sabem ler legendas. Okay. Se o negócio fosse só pegar um filme de 2008 e refazê-lo no idioma estadunidense apenas dois anos depois, já seria revoltante o bastante. Mas além disso o trailer ainda me passou a impressão de que deturparam a idéia original transformando em mais um produto qualquer da indústria de filmes de susto terror de hollywood. Logo de cara posso falar da Chloë Moretz no papel da vampirinha. Talvez eu até morda minha lingua, por não ter assistido de fato e saber que essa garota é uma ótima atriz, mas eu acho que isso vai resultar no bom e velho personagem Twilight/True Blood vampire-style, diferentemente da atriz do filme original com sua personagem feia, triste, doente e com nariz grande, que dá aquela leve e refrescante sensação de distância dos blockbusters com seus clichês e esteriótipos. Mas enfim, se você que está lendo nunca nem mesmo ouviu falar de Deixa Ela Entrar, então pode ignorar minhas indignações... seu ignorante.
Bem, agora quanto à Paranormal Activity. O primeiro eu achei muito bom, apesar da publicidade imbecil feita pra ele. A estrutura de filme feito a partir de vídeos caseiros é o grande trunfo e ferramenta que proporciona a sensação de veracidade. Sei que nessa brincadeira houve duas cenas que me deu arrepios e tive dificuldades pra dormir nesse dia, devido a barulhos estranhos durante a noite (é sério). Mas o segundo filme foi diferente. Realmente não dava pra esperar muita coisa, considerando o histórico de hollywood, mas quero bancar o crítico de cinema e falar sobre ele aqui. Pois é, a repetição da tentativa de estrutura de filme feito de cenas caseiras dessa vez foi estupidamente mal desenvolvida, passando longe de causar qualquer realismo, que se soma à grande incoerência da história, que é um perceptível improviso de prelúdio. Creio que consideraram que o público seria imbecil o bastante para não se incomodar com essas coisas. Comparativamente, o segundo filme tem cenas arrepiantes mais intensas mas termina sendo um filme dispensável, já que ele não me deixou afetado de forma alguma. Eu dormi feito um anjinho nesse dia.
Mas esse episódio foi uma exceção, porque hoje em dia eu simplesmente me recuso a assistir filmes desnecessários. É que amadureci e vi que talvez seja até divertido falar mal, mas é muito melhor ficar satisfeito com um filme do que irritado com ele. Desde então sempre procuro todos os motivos que possam tornar aquela experiência satisfatória e, se eu tiver a crença de que algum filme não me agradará em nada, tentarei gastar as duas horas do tal filme fazendo qualquer outra coisa melhor. Inclusive não fazendo nada.
Bem, agora quanto à Paranormal Activity. O primeiro eu achei muito bom, apesar da publicidade imbecil feita pra ele. A estrutura de filme feito a partir de vídeos caseiros é o grande trunfo e ferramenta que proporciona a sensação de veracidade. Sei que nessa brincadeira houve duas cenas que me deu arrepios e tive dificuldades pra dormir nesse dia, devido a barulhos estranhos durante a noite (é sério). Mas o segundo filme foi diferente. Realmente não dava pra esperar muita coisa, considerando o histórico de hollywood, mas quero bancar o crítico de cinema e falar sobre ele aqui. Pois é, a repetição da tentativa de estrutura de filme feito de cenas caseiras dessa vez foi estupidamente mal desenvolvida, passando longe de causar qualquer realismo, que se soma à grande incoerência da história, que é um perceptível improviso de prelúdio. Creio que consideraram que o público seria imbecil o bastante para não se incomodar com essas coisas. Comparativamente, o segundo filme tem cenas arrepiantes mais intensas mas termina sendo um filme dispensável, já que ele não me deixou afetado de forma alguma. Eu dormi feito um anjinho nesse dia.
Mas esse episódio foi uma exceção, porque hoje em dia eu simplesmente me recuso a assistir filmes desnecessários. É que amadureci e vi que talvez seja até divertido falar mal, mas é muito melhor ficar satisfeito com um filme do que irritado com ele. Desde então sempre procuro todos os motivos que possam tornar aquela experiência satisfatória e, se eu tiver a crença de que algum filme não me agradará em nada, tentarei gastar as duas horas do tal filme fazendo qualquer outra coisa melhor. Inclusive não fazendo nada.
