sábado, 29 de maio de 2010

Anônimo

Responsabilidade. Tenho sérios problemas com isso. E tento fugir disso como o charmander foge de água. Em todas as minhas obrigações até hoje tenho me dedicado infantilmente, só fazendo o que quero. Mas eu não só faço o que quero porque quero (entenderam? Não? Se duvidar, nem eu). É porque não consigo evitar. Responsabilidades sempre ficam em segundo plano e qualquer coisinha, a internet por exemplo, já não deixa esse quadro se inverter. Sou uma espécie de vagabundólatra. O caso é parecido com o de um alcoólatra, e pode-se ter uma noção disso ao comparar com os problemas característicos de um. Observem.
- Vida profissional conturbada. Um vagabundólatra fica na net até tarde e várias vezes não consegue acordar a tempo de chegar na hora pro trabalho. Fora as vezes que acorda a tempo mas trabalha parecendo um zumbi porque dormiu pouco. O mesmo se aplica a estudos, que é o meu caso.
- Vida familiar conturbada. Os pais de um vagabundólatra, que o sustentam, já que ele não arruma um emprego, não suportam vê-lo como um "investimento sem retorno".
- Vida social conturbada. Um vagabundólatra pode ter vida social, mas não é raro ele falhar com as pessoas que contam com ele, por conta de sua doença. Em casos mais críticos, falhas repetidas ocasionam na perda gradativa da vida social.
A cura para esse problema ainda é um mistério para a comunidade científica. Pesquisadores da Universidade de Harvard fizeram testes em ratos e comprovam que:
- "Bater até criar vergonha na cara" funciona em 47% dos casos, deixando sequelas graves em 36,9% deles;
- "Expulsar de casa" funciona em 72,4% dos casos, deixando sequelas graves em 41% deles;
- "Procurar algo que o coitadinho goste de fazer" funciona em 8,3% dos casos, não tendo resultados significativos de sequelas.
Como podem ver, é complicado. Preciso de um grupo de apoio.


"Oi,... meu nome é Lamartine... e eu... e eu sou um vagabundólatra."

(em coro) "Oi, Lamartine."