domingo, 22 de novembro de 2009

Glamour, fama, sexo e mini-saia

Como sempre, a preguiça não tem me deixado escrever aqui nos ultimos tempos, isso já não é novidade. Mas agora fiquei com vontade de escrever, então aqui vamos nós.

Várias coisas passaram sem que eu me manifestasse a respeito. Como o apagão, que as más linguas dizem ter sido provocado por hackers, e o aniversário de um ano do Inconstitucionalizado. Isso mesmo, há um ano e algum dias escrevi o primeiro post aqui. Lembro que pensei em escrever algo para celebrar mas preferi ficar jogando Freecell. Quem sabe no próximo aniversário.

Outra coisa também passou sem ter minha atenção. O caso da universitária da mini-saia, que não lembro o nome agora e entao chamarei de... sei lá, Paloma. Paloma Rayovac. Mas o tempo que passei sem falar qualquer coisa também serviu pra alimentar minha repulsa. Dizem que odeio tudo e todos, mas quanto mais o tempo passa mais motivos pra odiar tudo e todos eu tenho. Porque isso agora? Porque tenho vontade de vomitar ao ver toda a importância que a mídia e a sociedade dão à algo tão imbecil quanto uns universitários fazendo bagunça. Se tenho pena da tal mulher por ter sido hostilizada? Veja só essa foto.

Olha só a carinha dela de hostilizada
(Foto meramente ilustrativa, não quer
dizer que essa seja a Paloma de quem falo)


Fala sério, não dá pra ter mais cara de puta. Mas não é por isso que não tenho pena dela. É só parar pra pensar um pouco e perceber que é ilógico que ela seja hostilizada apenas por uma mini-saia. Simplesmente não faz sentido. Mas como ninguém gosta de parar pra pensar um pouco, parece que ninguém imagina que talvez ela já tivesse uma bela de uma má-fama na faculdade por seja lá o que ela já tivesse feito, daí então em um belo dia as pessoas a zuaram e cada vez mais pessoas foram se animando até virar o caso que já conhecemos. Sinceramente? Acho que isso não vale o destaque que teve na mídia. Acho que ela é puta. Acho que ela vai à faculdade com tal tipo de roupa pra se promover, considerando a profissão que eu suponho que ela tenha. Acho que ninguém falou isso na mídia por medo de levar um processo por difamação.

Deborah Soft e Adriely Fatal.
Não é só o sudeste que tem puta famosa.

Agora você que está lendo isso, que provavelmente é estúpido, provavelmente está achando que eu concordo com os estudantes da tal faculdade por terem feito o que fizeram à Paloma. E é então que digo: não concordo. Pra quê hostilizar a mulher por ela ser ou parecer puta? Ridículo. Como já falei, as pessoas me dão nojo e aqueles estudantes não são exceção. Enfim, onde quero chegar é que toda essa novela é uma vergonha. Sabe a única pessoa que tem algo a se orgulhar depois de tudo isso? A Paloma, que agora é famosa, dá entrevistas e tira fotos com artistas. Tudo isso usando a mesma famigerada mini-saia.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Aquele que está ao lado

Eita, quase que o mês de outubro passa em branco. Seria o primeiro mês sem atualização aqui. Mas é isso aí, essa primeira vez terá que ficar para uma outra vez. E o legal é que dessa vez tive mesmo vontade de escrever, como há muito tempo eu não tinha. Filmes, filosofia, futebol, culinária, piadas de pinto, matemática, etc., qualquer coisa serviria. Eu só queria mesmo algo que me fizesse juntar pensamentos e palavras. E olha só, já comecei.

Olha mãe, que bonito... tô escrevendo!

Mas não demorei a escolher o assunto sobre o qual escrever. Logo lembrei de algo que nesses dias tem me feito pensar em coisas envolvendo violência, sangue, gritos de sofrimento e sacrifícios violentos com sangue e gritos de sofrimento: meus vizinhos.

Narrarei aqui um desses breves momentos que alimentam esses meus sentimentos pelas pessoas aí do outro lado do hall, para que assim tenha-se uma idéia do que estou querendo dizer.

"Acabei de almoçar há pouco tempo e já tenho que sair pra faculdade, ai que saco, sem nem poder fazer a digestão direito. Assim que abro a porta me deparo com a sala do apartamento vizinho e pessoas almoçando à vontade no sofá com a porta totalmente escancarada. A visão de um homem sem camisa, gordo e peludo, levando à boca uma colherada de comida enquanto ainda mastigava a colherada anterior, é algo definitivamente desagradável. "Senhor, dai um pouco de senso do ridículo a esses malditos desgraçagos!", penso. Desejo boa tarde à dona da casa, que também almoçava no sofá, junto com a filha, e saio. Desco as escadas pensando no que mais gostaria de ter dito. Em dúvida entre humilhações e insultos com palavras de baixo calão, subo no ônibus e não penso mais a respeito durante o resto da tarde até a hora de voltar pra casa. E ao voltar, como sempre, subo as escadas rapidamente de dois em dois degraus, três degraus às vezes, quando estou disposto, e de certa forma me divirto com isso. Quando estou perto dos degrais finais, penso que não me importaria de morar em um prédio com mais escadas, quando, finalmente no último lance de degrais, vejo que a porta dos meus vizinhos está aberta. Só em pensar que iria passar por ela, ver os vizinhos, ser obrigado a cumprimentar por educação e aguentar ser observado enquanto demoro a abrir a porta de casa como se fosse um personagem de novela, já perco qualquer animação que tivesse antes. E de fato acontece como pensei. Ao terminar isso, já dentro do apartamento, me dou conta do quão repulsivos são aquelas pessoas e desejo inocentemente nunca mais ter que vê-los na minha frente."

Isso sem falar da falta de bom senso e consciência social ao colocar música com o volume no máximo. Pessoas que parecem ser simplesmente estúpidas demais para perceber que não são as únicas morando naquela área e que, do mesmo jeito que não gostariam de ser obrigados a ouvir certas músicas, não deveriam fazer isso com os outros. O raciocínio é bem simples e manjado, então não dissertarei sobre isso. Alguém só não pensa nisso por mera estupidez mesmo.

Mas sabe, não tenho esse problema de som alto aqui no condomínio. Não hoje, mas há uns anos atrás eu passei por isso sim. Acho que o povo daqui foi se tocando aos poucos. Lembrei agora também de vizinhos que se ocupam com a vida dos vizinhos. As boas e velhas fofoqueiras. Caralho, não há pessoas mais odiosas do que essas. O tipo que merece acordar toda manhã e encontrar um cocôzão bem grande na porta de casa, só pra começar o dia com a singela sensação de ser ridicularizada. Posso até apostar como assim não há como não se preocupar com a própria vida.


Mas isso também é algo que não tenho do que reclamar. Como o outro caso, também já passei por isso, mas no outro bairro que morei. Falei disso aqui por pensar nos pobres brasileirinhos que passam seus dias tendo que aturar esse vilões da vida em sociedade. Malditos vizinhos!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Diário de um pseudo-cinéfilo

Oi blog. Há quanto tempo, hein? Resolvi escrever hoje sei nem porque, mas pensei em falar sobre meu recente interesse em filmes undergrounds e alternativos. Geralmente desprezados por aqueles que estão acostumados às produções hollywoodianas, esses enchem o prato daqueles que gostam de coisas diferentes e estão abertos a novas idéias e experiências.

Lembro quando assisti, há um bom tempo, Un Chien Andalou, de 1929, e fiquei deveras confuso. Definitivamente tinha sido algo diferente, aceitei assim, mas o fato foi que não entendi caralho algum. Tinha resolvido assistir apenas por curiosidade, já que era super conceituado. Um tempo depois, lendo coisas pela internet, me deparo com um texto sobre esse filme e li coisas que me fizeram enxergar a coisa com outros olhos. A história dele é algo totalmente subjetivo, pois tudo dele é como se fosse parte de um sonho estranho. Sabe quando você sonha uma coisa bizarra e acorda extasiado com o que sonhou, doido pra contar ele pra alguém? É mais ou menos isso. Lembro de uma época que tive vários sonhos loucos. Eu acordava doido com eles e corria pro computador contar ele pra uma amiga minha, que bolava de rir com o que lia. Que perfeito seria se, ao invés de contar, eu pudesse mostrar pra ela. E é isso que entendo por esse filme. Depois de vê-lo assim, considero-o genial.


Outro que vi e fiquei impressionado foi um filme alemão de 1989 chamado Der Todesking. Não foi difícil perceber que era um filme de baixo orçamento, mas também não demorei a perceber que era algo que me interessaria. É o tipo de filme que, se caísse no interesse da mídia, causaria polêmica. Mas apenas porque a população é estúpida, adora fazer polêmica por besteira. Simplesmente foi incrível como o tema "Morte" foi abordado de forma tão angustiante, perturbadora e poética. Mas nem é algo que saio recomendando, nao é todo mundo que tem estômago pra isso. Eu tive e adorei, obrigado.

Nesse fim de semana agora fui a uma sessão de cinema underground. Passar a madrugada toda vendo filme... inconvencional, digamos assim. Pena que fui pra lá morto de sono, já que praticamente não tinha dormido na noite anterior, então acabei assistindo só dois filmes e meio. As poltronas e o ar condicionado também não me ajudaram nem um pouco. Mas tudo bem, o quanto me impressionei com La Cabina, de 1972, fez a noite ter valido.


Mas nem sou entendido em cinema alternativo ainda. A preguiça não deixa.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sobre música e Jesus

Não me interesso muito pelas letras nas músicas. Quando estou escutando algo, o que realmente me importa é a melodia. Afinal, se estivesse atrás de letra, pegaria um livro e não meu mp3. Mas, logicamente, se além de melodia a música ainda tiver uma boa letra, por mim é melhor.

Certas músicas são fodas mas, ao prestar atenção na letra, um belo "puta que pariu" me passa pela cabeça. Mas o que isso vai significar, dependerá do conteúdo da letra. Seja ridículo, clichê, engraçado ou qualquer outra coisa, o "puta que pariu" me expressará nojo, desprezo, divertimento ou qualquer outra coisa. Como por exemplo, uma música que ouvi na trilha sonora de Rocknrolla.
Refrão:
"I'm a Man!
I spell M... A... N... ooohhh MAN!!!"

Black Strobe - I'm a Man
Mas que puta que pariu, não é? Haha... Há quem diga que essa letra é uma crítica à sociedade machista e superficial, que prega falsos valores e cria pessoas hipócritas natas. Mas apenas rir é mais fácil.


Nunca fui muito fã de música brasileira. Em geral, não é meu estilo. Mas não dá pra negar que aqui tem muita coisa boa de verdade. Talvez se elas tivessem mais solos de guitarra, ou baterias mais nervosas, ou mesmo se tivesse um humilde som de violino no fundo, eu gostaria mais. Mas isso não importa. O que importa é que, por ser português, posso compreender mais fácil o que cantam e assim ser impressionado pelo que é cantado. Certo trecho de uma música, que tem um refrão deveras enjoativo e que ignorarei agora, me chamou a atenção nos últimos tempos.
"Hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa
Hoje eu sou um homem mais sincero e justo comigo"

O Rappa - Me Deixa
Por algum motivo desconhecido (sério?), gostei desse trecho. Tipo muito. Pra mim, ele mostra alguém que vê além e que não aceita simplesmente o modo como tudo funciona. Que realiza conceitos que seguem um caminho diferente daqueles que lhe são impostos. Que faz questão de viver em função de suas sinceras concepções de certo ou errado, e não daquilo que é definido pela sociedade, com o fim de ter orgulho de ser quem é quando refletir sobre si mesmo, independente do que quaisquer outras pessoas pensem, digam ou façam.

Bem aventurados os que procuram não ser
hipócritas, pois hipocrisia é foda.


Estou pensando aqui se conheço alguém assim, tipo o da música.

sábado, 15 de agosto de 2009

Coração de estudante

Perdi as contas de quantas pessoas chegaram em mim e perguntaram "e aí, como estão as aulas?". Serenamente respondo "uma merda, obrigado por perguntar". Primeira semana nunca é das mais emocionantes, mas ainda assim me perguntam isso, como se esperassem que eu tivesse uma boa história pra contar. O pior é que de fato tenho, mas às vezes estou ocupado (ou talvez só com preguiça) e não tenho paciência pra contar. Como agora. Morram.


Mas já comecei o post, então não dá pra sair sem escrever nada. Resumirei aqui minha semana de estudante, acompanhem.

Segunda, 10 de Agosto. Feriado do dia do estudante foi antecipado, morra.
Terça, 11 de Agosto. Primeiro dia de aula, nada de trote. Sorte dos veteranos, porque eu estava mesmo curioso pra ver alguém tentar dar trote em mim. Também descubro que uma das cadeiras que tenho é Matemática Discreta, que eu nem mesmo sabia que existia. O legal foi meu professor admitir que também nem sabia que existia até uma semana atrás e, depois de meia hora enrolando, pedir pros alunos irem procurar algo pra fazer, pois ele não sabia o que dar de aula.
Quarta, 12 de Agosto. Dia de filosofar. Em sala, muitos pensamentos me vieram. Um deles foi "Se tem uma coisa que odeio mais do que estar em sala de aula, é estar em uma e perdendo tempo com uma aula inútil".
Quinta, 13 de Agosto. Primeiro dia de aula de verdade. Cálculo 1. Uma saco, o professor é mongol, mas foi bom ter uma aula de verdade, pra variar.
Sexta, 14 de Agosto. Primeira aula em laboratório. Foi legal ver o professor pedindo para matarmos aula sempre que quisermos, porque o laboratório não dava pra tanta gente. O outro professor passou um trabalho jumentão de trocentas de páginas pra ler e resumir. Estou pensando seriamente em retomar minha lista de pessoas para matar.

E foi isso. Não creio que irá mudar muita coisa com o passar das semanas, então não voltarei a fazer posts desse tipo. Nem falo pra vocês que o próximo vai ser da categoria Ideologia barata que é pra não estragar a surpresa.

"Mas porque eu, se eu não fiz nada?"

domingo, 2 de agosto de 2009

Lalalalala...

Música. Não vivo sem ela, mas nunca falei disso aqui. De fato, é porque praticamente não conheço pessoas que compartilhem os mesmos gostos musicais comigo, a não ser por uns 3 amigos, eu acho. E se é difícil assim achar quem se interesse pelas músicas que ouço entre aqueles próximos a mim, deve ser ainda mais difícil achar na internet. Não estou querendo dizer que meu gosto musical é o melhor. Acho que gosto é igual a cú, cada um teu o seu. Mas, cá entre nós, que existe cada cú cagado por aí, isso existe.


Não preciso citar os estilos marginais de "música" (entre aspas porque nem mesmo considero música de verdade) pois todos já conhecem, ou pelo menos aqueles que gastam seu tempo lendo o que escrevo, eu espero. Minha tristeza em ver a popularidade dessas imundices se equipara ao ver o desconhecimento do povo em músicas realmente boas. Muitos até conhecem, mas não gostam, por algum motivo que eu gostaria de entender. Deve ser pelo mesmo motivo de eu não gostar de outras músicas que eles gostam. Aquele lance de cú que já falei alí em cima.

Hoje passei o dia inteiro ouvindo toda a discografia de Era. Em certo momento pensei "Arriégua! Era é tão massa, porque não conheço mais gente que gosta?". Foi quando lembrei que na verdade eu conheço sim. Aproveito a oportunidade pra homenagear meus amigos Igor e Geraldo, que também gostam, além de muitos outros sons fodas. Esses aí têm o nosso Selo de Qualidade Inconstitucionalizado de Bom Gosto Musical.

SEQUALINBOMGOSMU.
Como essa sigla é feia pra caraleo, ela vai
ficar só pros documentos oficiais mesmo.

Falar de música pode render um bom texto. Mas estou com preguiça, então vou deixar pra falar de outras coisas - como bandas desconhecidas, danças e letras que gosto - futuramente, se eu tiver disposição. Mas fala a verdade, o selo ficou show de bola, não ficou? Não? Ah, foda-se.